Vivendo Offline

Em 01.03.2016   Arquivado em Cotidiano

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Eu nunca fui muito chegada nessas coisas de computador e tecnologias, e redes sociais e celulares, basicamente tudo que liga você socialmente com outras pessoas, entende? Até hoje eu sou assim, meio desapegada, mas eu já fui muito mais. Eu preferia muito mais ficar jogando vídeo game ou vendo tv do que ficar no computador criando blogs e fotologs. Isso é o que eu gosto de chamar de ~vivendo offline~. Eu achava engraçado pessoas como a Mari Moon serem pessoas comuns, mas ao mesmo tempo tão populares e queridas só pela internet. Essa estranheza passou quase que completamente recentemente, quando eu dei por mim que a maioria das pessoas que eu admiro, sei lá, uns 95%, trabalham em um ambiente totalmente online! Não são estrelas de Hollywood (aliás, parabéns, Leo), nem possuem empresas multimilionárias, como a Apple,  elas são quase tão comuns quanto eu, mas tão extraordinárias quanto a Jennifer Lawrence.

E essas pessoas e esse tipo de interação, quase não real, conseguiu me situar de uma maneira diferente da pessoa que eu sempre fui. Mas o grande gatilho, é que o meu ~vivendo offline~ anda sendo tão real e recorrente pra mim, que chega a ser irritante as vezes, e foi aí que eu comecei a ter uma maior aproximação do que é ~viver online~. No começo do ano passado eu fui morar com meu namorado na casa dele, com a mãe dele e tudo, muito esporadicamente eu vinha para a casa dos meus pai, e lá na casa nova não tem internet. Eu esperava que logo a situação se normalizaria, mas qual foi a minha surpresa quando NENHUMA das empresas de telefonia de São Paulo entregava internet na região, lá na zona sul?!! A única explicação que conseguiram me dar é de que não há mais portas (oi?) disponíveis na minha rua e de que eles não tinham previsão para novas. A minha única chance era colocar uma linha telefônica (que eu nem ia usar) e esperar até alguém desistir pra eu poder “tomar” o lugar dela. Poxa, Brasil! Aí, na minha santa inocência, comprei aquela internet via modem sem fio… Não vou nem comentar, ok, por que eu devolvi com menos de uma semana de uso, e ainda queriam me cobrar multa! Desaforo!

Ok, momento ódio contra os serviços oferecidos aqui nesse país já foi. A questão que eu fiquei em um longo período offline e fiquei pensando, mesmo, em várias perguntas, como: Porque as grande maioria das pessoas hoje não conseguem viver sem internet? Ou pelo menos acham que não conseguem viver offline?

Eu ainda não sei. E, de verdade, nem sei se eu quero entender. As pessoas são assim e pronto.

Só porque eu até consigo me virar sem internet, não quer dizer que todo mundo é igual a mim. Eu tenho com que o substituir a falta do ambiente online (Bloodborne, quadrinhos, vídeos que eu tenho editado, meu curso de Photoshop), e pode ser que essas mesmas pessoas não tenham, ou não procurem com o que substituir, ou elas balanceiam, um pouco online, um pouco offline. Sim, tem aqueles que são viciados e não largam nunca o celular, mas o que não vicia nessa vida?

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O universo é tão grande. A internet também

Nesse meu tempo fora da internet eu senti muito a falta das facilidades que ela gera, como YouTube, pra pegar aquela receita que eu não lembrava; do Netflix, pra ver Jessica Jones e Gravity Falls; do meu blog favorito, Dela Rosa; do Google; Torrent; compras online; podcasts; e muitas outras coisas…

Acho que eu consigo tirar uma lição dessa minha experiência (que perdura até o presente, Why God?!), que eu quero que todo mundo aprenda também:

A internet é tudo. Mas ao mesmo tempo, não é nada!

Compreende?

Quero saber se quando acaba a luz você começa a surtar de leve, por causa do wi-fi. E se o 3G começa a dar piti, você tem um ataque de pelancas. Ou fica tudo ok, tudo beleza? Conta pra mim como é. Beijos, até a próxima.