O texto mais aleatório da existência do blog

Em 24.12.2016   Arquivado em Cotidiano, qualquer coisa

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Eu me dei conta de o quanto procrastinar é ruim e bom ao mesmo tempo, quando eu senti vontade de escrever alguma coisa e já fui logo pegando o meu caderninho (eu gosto da coisa manual de escrever em cadernos) e aí eu lembrei que tem meses que eu não escrevo nada no meu blog! Pra que esse blog então se todas as vezes que eu quero escrever algo eu já vou direto no caderninho? Sei lá, eu funciono de uma maneira muito duvidosa as vezes, sério.

Eu acho que eu ia fazer algumas reflexões sobre como a minha vida é extremamente azarada e sortuda de uma vez só, e tudo isso por causa do quadrinho que eu estou lendo agora: ” Entre umas e Outras” de Julia Wertz, da editora Nemo. Resumindo bem resumido o quadrinho fala: das desventuras dela desde quando ela resolveu se mudar pra Nova York em 2000 e sei lá quando, e das merdas ( que não são poucas) que ela faz com a própria vida, tipo beber tanto e acordar em uma lavanderia no meio da madrugada, com pipoca na mão e sem ao menos saber o motivo de estar ali se nem roupas pra lavar ela tinha, que dirá dinheiro para pagar a lavagem!

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Mas como todas as vezes que eu quero escrever algo, eu penso em um texto corrido, lindo e sem interferências, mas é só sentar para escrever que eu acabo por esquecer de tudo e fico aqui enrolando, como agora! Aff.

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Mas deixa eu mudar completamente de assunto agora e falar umas abobrinhas aqui: Porque diabos que as pessoas não gostam de falar de peidos e arrotos e coisas do tipo, heim? Não é como se elas fossem puras e peidassem em tons de lavanda com notas amadeiradas. E que seus arrotos são na verdade as trompetas dos anjos anunciando um amanhã cheio de promessas e sonhos que não podem ser ouvidos por meros mortais. Eu sou exagerada, mas as pessoas são chatas demais, aff.

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Eu estou alucinada com o anúncio de dois jogos: The Last of Us 2 e a trilogia remasterizada de Crash Bandicoot. Eu tenho muito certeza de que The Last of Us foi o melhor jogo de Playstation 3 que eu joguei e que Crash 2 e 3 foram os jogos que eu mais joguei no Playstation 1 (o primeiro é insanamente difícil pra mim), logo eu estou morrendo de ansiedade antecipada pra que eles saim logo. Tanto que semana passada eu assisti (por osmose, enquanto eu editava uns vídeos) um cara zerando o terceiro jogo todo em 3 horas e pouco, sem morrer e fazendo os 105%! E agora estou considerando ver ele jogando os outros dois jogos também! É muita nostalgia, não é mesmo?

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Ellie tá 100% putassa

Ah, todas as vezes que eu lembro dessas duas noticias que eu vi na Psx deste ano eu dou um sorrisinho besta, rsrsrsrs. Se você é novato nesse mundão vasto dos vidigames eu explico a Psx pra você:

A Playstation Experience, mais conhecida como Psx, é o evento anual da Sony para mostrar as suas novidades que contemplam os jogos exclusivos, DLCs e outras coisas além, como KOJIMÃO.

Foi uma explicação porca, perdão, mas vai atrás pra você ver como foi mágica a Psx de 2016 <3

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Reparem que eu comecei o post com algo sobre procrastinar e terminei com vídeo games, eu acho que no fim eu sempre volto a falar da mesma coisa ¬¬ Perdão, mas eu acho que daqui pra frente meus textos vão ser assim mesmo, bem menos concisos. Ah, mas ninguém liga mesmo, huahauhauhuahu. Isso aqui é um celeiro de uma pessoa só!

Ah, e veja o trailer do novo The Last of Us, por favor. Vou até deixar aqui, como colher de chá:

Ah, e aquele projeto que eu mencionei aqui da outra vez, não vai rolar por enquanto, por que eu preciso de dinheiro e isso é quase tão raro quanto insira uma frase boba de efeito aqui, qualquer uma serve

Até pra você aí do outro lado!

Me sigaaaaa:

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Motivos para você jogar Okami

Em 17.05.2015   Arquivado em Jogos

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Okami foi um jogo que o meu namorado me apresentou na época em que meu Ps2 ainda tinha vida ativa quase todos os dias. E foi uma descoberta tão boa. Não vou me estender nas declarações de amor a esse jogo, mas pra você ter uma ideia do quanto eu gosto desse joguinho eu já zerei ele umas 4 vezes e meia, em duas plataformas diferentes e foi o primeiro jogo de Playstation 3 que eu fiz questão de platinar, e olha que eu nem tento mais perder meu tempo em platinar jogos, mas eu com certeza platinaria Okami mais uma vez!!!

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Mas hoje eu estou aqui pra poder disseminar o meu amor e fazer com que você também de uma chance pra minha lobinha favorita! Ah, e só pra você não dizer que eu sou fanboy, mimimi, eu digo uma coisa chata do jogo lá no final, ok!

1- Ele é um dos jogos visualmente mais lindos de todos os tempos: Que se dane os gráficos da nova geração, e os gráficos de The Last of Us ~não, eu não disse isso, mas eu disse~, aqui parece que foi tudo pintado a mão, e é tudo tão coloridinho e fofinho. Eu me lembro que sempre que eu chegava em uma área nova de ficar parada só olhando os cenários, a direção de arte desse jogo é sem igual.

2- Okami é um jogo longo, mas por ter uma história muito bacana e bem contada. Além de ter muitas histórias paralelas de personagens secundários, com tramas sempre emocionantes e com alguma lição para ensinar. Tudo é muito rico na cultura japonesa (que eu amo pouco, né) e eu acabei descobrindo um pouco mais sobre lendas famosas de lá, como a da Kaguya Hime, a princesa do bambu, que é a lenda mais antiga de lá!

3- As músicas de Okami moram no meu coração e no meu celular, e eu escuto ela quase completa pelo menos umas duas vezes na semana! Ela é bem inspirada em músicas japonesas de raiz e tem algumas com batidas daqueles tambores ou com aquele instrumento de cordas que eu acho que chama Chamisen e com pessoas dando aqueles gritinhos de lutas, que eu gosto e me divirto muito ouvindo, combina demais com o jogo!

4- Eu me divirto demais jogando Okami, a jogabilidade é muito fácil e penso nesse jogo como um quase RPG. Digo quase, por ter poucos elementos de RPG mesmo, mas por ser beeem longo, ahaha. E também por ela evoluir usando “pontos” pra melhorar seus poderes de tinta. Sim, a coisa mais curiosa do jogo definitivamente é o poder dela: Criar coisas a partir de tinta! Não sei se eu vou me explicar direito, mas ela tem o poder de fazer coisas, criar coisas, fazer vento, água, e muitas outras coisas, tudo a partir de tinta celestial e do rabo dela, que funciona como um pincel. E a parte legal é que pra fazer o poder dar certo você precisa desenhar com o controle. No começo parece complicado, mas quando você acostuma fica mais fácil de reproduzir.

5- O preço. Sim, o preço. Gente tem tantos jogos bons e baratos hoje em dia, mas tantos, e tem tantas opções. Eu assino a PSN Plus que me da jogos gratuitos todos os meses e me dá bons descontos em vários jogos. Eu não comprei Okami na promoção, mas eu paguei apenas 30 reais nele, e eu acho muito barato, pessoas. Quando que jogos eletrônicos custaram 30 reais? (sem ser pirata, né?)

Coisa Ruim- O único problema que eu vejo em Okami é que o começo do jogo é muito, mas muito longo, demora muito pra começar o jogo de fato, e isso pode irritar essa geração de apressadinhos. E por ser um jogo com muita história, você tem que prestar muita atenção nos diálogos, se não você vai ficar agarrada em certas partes do jogo.

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Acho que Okami é exclusivo para Playstation, mas se você tiver a oportunidade de jogar, faça isso!

Eu tenho uma pequena lista de jogos baratos e bem legais pra indicar, então aguardem cenas do próximo capítulos, hehe.

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Agora mudando de assunto, totalmente: Tá meio complicado postar nessas semanas, porque eu meio que mudei de horário no meu serviço e ainda não me adaptei por completo. Se você que lê por aqui (e você não é minha mãe) está me odiando por nunca mais ter postado nada tenha paciência comigo, eu levo essa bagaça a sério, juro, mas ainda não cheguei lá! Me perdoem, Ok!

 

Me conte se você já jogou Okami alguma vez e se, assim como eu, também é apaixonado por esse jogo!

Journey

Em 19.04.2015   Arquivado em Jogos

Eu disse no outro post que eu sou meio ruim em fazer resenhas, mas aí logo no post seguinte, o que eu eu faço? Outra resenha! Hahaha. Mas eu roubei um pouco, tá, porque essa resenha é meio velha, e foi meio o que me motivou a começar o blog, um gatilho. Dois anos atrás, mais ou menos, enquanto eu ainda estava fazendo faculdade, eu tinha que fazer um trabalho de multimídia (eu acho), e eu já tinha começado um projeto sobre Evangelion, mas, em um dia de sol com passarinhos cantando, o meu amigo me contou que ele tinha jogado esse tal jogo e que ele tinha tudo a ver com a proposta do trabalho e que agente tinha que falar sobre ele. Como na época eu não tinha meu Playstation 3 ainda, eu fui jogar na casa dele (ah os amigos!). O dito cujo era Journey, que na época estava sendo muito bem comentado. Resumindo tudo, eu joguei, naquele mesmo dia, levou umas duas horas só, e me apaixonei. É uma experiência diferente e emocionante, e comovente, e…todo o resto. Eu me emocionei tanto que até rolou aquela lágrima de canto de olho no final do jogo, sabe aquela lagriminha que você faz a fina e tenta disfarçar, mas não tem como? Aí, um bom tempo depois de eu ter terminado o trabalho, (uma resenha que eu penei pra fazer, diga-se de passagem) eu postei ela em um dos sites de game que eu costumo entrar, o Fênix Down. Eles agora estão mais concentrados no YouTube agora, ok! Enfim, agora eu vou repostar essa resenha aqui no Tvde29 pra que vocês leiam também! Uhull!

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Ah lembrando que tá bem recheado de spoilers! Continue lendo caso você não dê a mínima para isso, ou queira muito saber do que se trata esse jogo e sabe que não vai comprar por um bom tempo e quando for jogar vai ter esquecido tudo o que leu (porque a internet tende a fazer isso com as pessoas!). E caso você é uma daquelas pessoas que, como eu, adoram metáforas e teorias malucas dentro de obras artísticas, como jogos, seriados e afins, continue lendo =)

Journey por definição é um jogo. Mas ele simplesmente não cabe nessa única palavra, pois ele é mais do que um simples jogo de Playstation 3. Journey é algo a ser vivenciado. Lançado em março de 2012 pela produtora de jogos independentes e experimentais (os famosos jogos indies) Thatgamecompany, responsáveis por FLOw e Flower, Journey foi o maior acerto e a maior obra até agora da produtora, tanto graficamente quanto em qualidade.

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Olha a lindeza desse jogo, minha gente!

O jogo é diferente de tudo que já foi lançado até agora, pois não possui introdução, textos e nem falas ao longo do jogo. Muitos dizem que Journey não cabe na definição de jogo por não ter menus ou interface propriamente dita na tela, mas isso é uma mentira já que o jogo todo é uma interface, e menus que brotam na tela não fazem de um jogo um jogo de verdade. Outro diferencial é a duração: mais ou menos de duas a três horas de gameplay, dependendo do quanto se explora os cenários, remetendo a duração de um filme e nos obrigando a ter essa imersão direta, profunda e ao mesmo tempo rápida. A jogabilidade é simples, usando apenas dois comandos para ações diferentes. O jogo permite a função de multiplayer ao longo da jogatina, mas diferentemente dos outros jogos, principalmente os de FPS, que lotam a tela de informações e os ouvidos de berros e comandos, em Journey não há fala, como mencionado, e não são revelados os nomes dos jogares com que o protagonista interage até se ter atingido o final dos créditos. Isso proporciona um maior apelo ao jogador, principalmente pelo fato de não haver falas somente uma espécie de grito sem palavras e uma runa envolta em luz emitida pelos “homens de cachecol” (por falta de um nome melhor para eles). Essa runa funciona como fala e também como combustível para os cachecóis, e ela é diferente para cada “homem cachecol” encontrado durante o jogo, incluindo a sua. Não é obrigatório permanecer com o mesmo “homem cachecol” amigo durante todo o jogo, pode-se distanciar dele e continuar a fase sozinho, podendo encontrar outros ao longo do jogo. Quando se passa uma fase acompanhado, na próxima se continua com quem estava antes. Umas das coisas mais legais no jogo é a interação entre quem joga e o completo estranho ao seu lado te ajudando sem ao menos saberem seus nomes ou sem pronunciar uma palavra. É uns dos fatores que torna Journey único.

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O jogo começa com o protagonista, um dos “homens cachecol”, em um deserto completamente sozinho, com toda aquela vastidão para ser explorada. O sentimento de solidão recorda bastante a do jogo Shadow of the Colossos, que também tem mundo aberto, e seu único companheiro é o seu fiel cavalo, Agro. Ou será égua? Mas isso não vem ao caso agora. Andando pelo deserto, o objetivo do “homem cachecol” logo é revelado: uma montanha ao fundo com uma fenda no topo e uma misteriosa luz bem no meio. O protagonista e seu companheiro de tela têm de alcançar o topo da montanha. Após uma introdução às funções de controle, você literalmente começa a sua jornada. É então apresentada a runa flutuante que nos dá um pedaço de cachecol que fica na parte traseira das vestes dele, e que, ao interagir com outros pequenos pedaços de cachecol, ele brilha e possibilita um voo. O voo depende do tamanho do cachecol, quanto maior, mais alto o personagem consegue ir. Também é possível ativar o cachecol estando bem perto de outro personagem, ou “falando”. Quando se está terminando uma fase, antes de começar a próxima, um filme mostra seu personagem interagindo com outro de vestes parecidas, porém brancas e um tanto maior que ele. Esse outro personagem mostra uma espécie de mural que conta a história do “povo de cachecol”, e sempre que uma fase é concluída essa entidade mostra mais um pedaço do mural.

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E é a partir desse mural e dessa entidade/Espírito/Deus/Mentor de Branco, que se especula sobre teorias, metáforas e simbolismos que o jogo pode conter. Apesar de a história parecer ser simples e de rápida assimilação, Journey carrega a característica de outros jogos de seu nicho: a lição, as metáforas contidas e as múltiplas interpretações que o jogo oferece. A princípio pode só parecer um jogo belo em suas partes gráficas, mas ao final, quando se coloca o controle de lado e se aprecia e deguste o final que nos foi dado (que é somente um), um sentimento de que algo foi aprendido ali, e de que há muito mais por trás fica.

A trilha sonora dá o tom a obra, que entra perfeitamente desde que o jogo começa. Ela não está sempre lá, mesmo porque para dar o sentimento de solidão que o deserto necessita, ela só aparece nas horas certas. E é linda e muito bem orquestrada. Journey sozinho pode ser comparada com uma orquestra, tendo seus altos e baixos e seguindo o sentimento que aparece na tela.

Analisando as simbologias, metáforas e teorias de Journey (que podem ser intencionais do autor ou não), ou seja, muitos mais spoilers a frente

Desde o começo a montanha que todos os “homens cachecol” perseguem, intriga pela sua luz. Ela, em seu formato, se assemelha com uma vulva, e sua luz pode tanto ser a luz da criação ou a luz da morte, que os espíritos devem seguir para encontrar o paraíso. Tanto que ao final do jogo, seu personagem e o personagem se deu companheiro se juntam e caminham até a luz da montanha, para então formarem uma única figura, e é nessa hora que se perde o controle sobre o jogo, nos dizendo que na morte e na ressurreição não temos como controlar os acontecimentos.

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Na própria história do “povo de cachecol” a montanha é representada como a Mãe, a criadora desse povo e da vida, e eles são ambos a semente e a cria. O mural segue mais ou menos a história dos humanos: começam a progredir e formam alianças e em seguida a formar cidades; mas seu egoísmo destrói esses laços e começam a brigar entre si; seus objetos de guerra se revoltam contra eles próprios e passam a puni-los. O jogo acaba se tornando uma parábola e uma alusão tanto a vida quanto a morte, simbolizando que não há fim, e sim um infinito ciclo. E, claro, que há “camadas” entre um ciclo e outro. Isso fica claro, pois durante os créditos o protagonista se torna uma espécie de estrela cadente brilhante que percorre todos os cenários de sua jornada até o início (mais um indício de que é um ciclo infinito), que pode ser interpretada como sendo a alma iniciando mais um ciclo, já que é imortal.

A própria trilha sonora do jogo remete a toda essa alusão: a primeira faixa se chama Nascence, em tradução literal, nascendo ou o ato de nascer. E a última faixa se chama I Was Born for This, em tradução literal, Eu nasci para isso, fazendo referência ao ciclo em que o personagem tem que participar.

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Eu, muito emocionada, depois que terminei de jogar Journey

Foto: Lifeconsumer102

E é isso galerinha, espero que vocês tenham ficados animados pra rejogar ou começar do zero esse lindo game!

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