Meus motivos para não ter aderido ao Facebook até hoje

Em 16.03.2015   Arquivado em Cotidiano

Preparem seus corações, pois agora vou desabafar.

tvde29-internet

Se você ainda não percebeu o movimento do facebook do blog é bem vagaroso e eu não tenho um perfil pessoal. A verdade é que eu tenho uma certa birra com o Facebook em si. Não sou muito fã do modo como as pessoas entregam as vidas pra uma rede social, e como algumas se sentem na razão de maltratar qualquer um por se sentirem seguras atrás da tela do computador… E mesmo que eu saiba que muita gente compartilha da mesma opinião que eu, elas ainda continuam lá. Mas eu não estou aqui pra julgar ninguém, e nem pra ser xiita e mandar todo mundo desistir dessa vida. Mesmo por que eu sei o quanto o Facebook é uma ótima ferramenta na área profissional, pelo seu alcance espetacular e a abordagem que pode ser sempre diferente. O Facebook se encaixa naquela frase: “ame ou deixe”.

Bom, aqui vão os meus motivos:

1 Todo mundo tem que adicionar/seguir todo mundo: Na época do boom do Orkut, eu estava na escola e eu ainda tinha aquela gana de ter muitos números na barra de amigos, aquilo era o legal da época e eu queria me encaixar. Mas com o tempo eu fui perdendo a paciência e me irritando com o que as pessoas estavam fazendo no Orkut e fui eliminando todo mundo que não era meu amigo de verdade ou não era da minha família. Fiquei surpresa que antes eu tinha umas 200 pessoas lá e de repente esse número caiu pra umas 20, ou até menos, viu. E hoje muita gente continua com essa de ter muitos números em vez de amigos. Mas isso ainda é birra minha, e porque eu sou meio quadrada. O que mais me incomoda é que se você adiciona alguém que te mandou um convite você também meio que segue ela, diferente do Twitter ou Youtube.

2 As coisas e as pessoas não te dão mais escolha: De repente ter uma conta no Facebook virou regra, quase que substitui o número do seu CPF. Trombei com muitos sites, e outras redes sociais até, que te obrigam a ter uma conta no Facebook pra poder fazer cadastro no site. Tá, mas e se eu não tiver posso usar meu email? Não! Poxa, eu até entendo que o Facebook torna as coisas mais fáceis, mas tem que ser assim? Um tempo atrás eu deixei de entrar em uma rede social muito divertida, de jogos, porque o único meio de fazer o cadastro era esse, cheguei a enviar um email para os donos, mas nunca fui respondida, então eu simplesmente desisti. A parte boa é que depois de um ano eles aderiram ao email…

3 privacidade pra que?: Tá, o Facebook sozinho não é o grande culpado disso, tem muitos aplicativos para celular e outras redes sociais que ajudam, mas com o Facebook eu posso, hoje, de uma maneira rápida e descomplicada, fingir que sequestrei alguém só com as informações que o Fulano solta na página dele! São fotos, estado civil, onde estuda, com quem anda, onde está, os hobbies, nome de parentes, e assim em diante. O perigo é você se descontrolar demais nas informações que dá e acabar colocando em risco não só a si mesmo, mas quem está com você, quem convive com você. Fico especialmente horrorizada com muitas meninas menores de 10 anos que revelam idade e número de telefone sem o menor pudor em comentários de perfis de blogueiras grandes. Gente, eu entendo esse carinho que elas possuem (por que eu também tenho as minhas blogueiras do amor!) e elas querem ser vistas pelas suas ídolas, mas onde estão os pais dessas crianças que não veem o risco que elas podem estar correndo?

4 Educação e senso crítico: Os padrões, principalmente os estéticos, que o nosso mundinho criou para nós, anda mexendo demais com as cabeças de muita gente, que acabam perdendo a noção do que é e o que não é certo. Muitas pessoas confundem crítica ao trabalho ou a imagem alheia com xingamentos e ofensas, e acabam maltratando no lugar de aconselhar. As pessoas, e esse é um comportamento que eu vejo muito em pessoas mais jovens, estão perdendo muito a educação e não sabem nem o que a palavra ética significa na internet. Se elas não gostam e não servem pra elas, elas vão falar mal e maltratar, como se fosse natural, como se elas estivessem muito certas. E elas não estão, porque não existe o certo e errado, existe a opinião de cada um. Pra mim, esse comportamento é abusivo e funciona como um tipo de censura, porque a pessoa agredida acaba se retraindo e não querendo mais repetir o que fez, ou comentou.

5 Exclusão do mundo: Engraçado como quando você está no Facebook você está com todo mundo, mas ao mesmo tempo não está com ninguém. Hoje todo mundo tem o Facebook no celular, então o que eu mais vejo são pessoas cercadas de seus colegas, mas ou todos estão colados cada um no seu celular ou alguém da turma está prestando mais atenção no que está digitando, ou casos do tipo. Esse é especialmente para os viciados, que vivem conversando com muita gente online, mas acaba perdendo as relações próximas. Vira um robozinho digitador.

A Lia, do Just Lia, fala um pouco sobre isso aqui, e eu só posso concordar.

Eu posso estar com mania de perseguição e coisas do tipo, mas eu realmente ando bem preocupada com estilo de vida online que nós levamos hoje, acho tudo um pouco superestimado e em bucado exagerado. Gente, por favor, não me crucifiquem por ter escrito essas coisas. Pensei muito se publicava ou não, mas isso vai funcionar como um desabafo silencioso pessoal. Não vai mudar a opinião de ninguém, mas eu espero que ao menos te faça pensar a respeito de algum exagero que você tenha cometido ou esteja cometendo agora, não só no Facebook, mas em qualquer outra rede social. O que você acha de tudo isso? Tenta ser uma pessoa comedida nas internets da vida? Aconselha seus amigos de certos abusos que eles cometeram? Fica sem Facebook por mais de um dia? Comente.