Categoria "Cotidiano"

Nove horas e Magenta King

Em 02.07.2016   Arquivado em Cotidiano, Favoritos

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Eu acabai de acabar um quadrinho que levei um tempão pra terminar. Com pouco mais de 100 páginas, e algumas a mais de extra (eu amo extras, gente <3), Nove horas ou H9rs ou 9 Horas 😉 é um quadrinho de um artista que eu conheço a pouco tempo, mas já considero pacas: Magenta King.

Eu e o Magenta temos uma coisa em comum, que foi o que mais me chamou a atenção para o tipo de ilustração que ele faz, nós amamos o Japão! Ah, o Japão, caros colegas, eu moraria lá fácil fácil SE fosse fácil morar lá, o que não é, mas isso fica pra outra hora…

Em primeiro lugar nós temos que concordar que Magenta King é um nome muito legal e que se ele não tivesse sido mais criativo primeiro que eu, com certeza eu usaria esse nome. Pensei em colocar Ciano Queen, mas eu nem gosto tanto de ciano quanto eu gosto de magenta. E onde eu usaria esse nome não sei já que tudo que eu faço assino com meu nome de nascimento mesmo :p

Menino Magenta é na verdade Rodrigo Ciola Solsona, que também é um ótimo nome, mas seu pseudônimo é muito mais legal, vamos combinar. Ele é um ilustrador foda, designer e um chuchuzinho de professor lá na Quanta (um dia eu acho que vi a aula dele sem querer, e nem sabia que era ele ainda por cima!).

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Quando meu namorado comprou 9 Horas e eu vi aquela capa, bateu aquele reconhecimento, não só porque eu já tinha visto a arte da capa nos Google da vida, mas porque tinha todos aqueles elementos gráficos que representam o meu país favorito: hashis, bento, ideogramas, simbolo do Iene (moeda japonesa) e o estilão do traço solto, mas ao mesmo tempo bem colocado, dele. Eu sabia que o que eu tinha em mãos era um quadrinho que tinha majestade, haha. A proposta era de misturar um diário de viagem com ficção, e eu gosto muito de diários de viagem desenhados, me trás um sentimento diferente de quando é só uma coisa escrita, sabe, fica mais pessoal, e eu adoro ficção, então não tinha como sair errado a mistura disso tudo. Mas no fim a minha expectativa foi vencida!

Calma, não estou falando que o quadrinho é uma total lambança que deve ser evitada, longe disso, se você gosta do Japão tanto quanto eu garanto que você vai amar esse quadrinho por que ele é feito para nós! O problema é que a cada página a minha expectativa era mais e mais vencida…

Tá, deixa eu explicar o que é de fato 9 Horas, pra você entender que na verdade eu entendi o conceito errado e fui esperando ler uma coisa que nunca foi prometida de fato.

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Fofis <3

9 Horas foi um projeto financiado no Catarse com sucesso lá em Outubro de 2015 (queria ter participado, droga). O senhor Magenta e a senhora Magenta (desculpa, eu não sei o nome dela não, haha) realizaram o sonho de viajar para o Japão depois de 15 fucking anos, e ele acabou tendo a ideia de registrar esses momentos mágicos fazendo um quadrinho (que no futuro eu espero realizar, mas quem vai desenhar vai ser o senhor namorado e não eu, claro) como um diário de viagem, mas que contasse uma historia fantástica digna dos nipônicos. A sinopse é essa:

9 Horas (9時間é um álbum de história em quadrinhos, que conta a aventura de K e M. Ele é um ilustrador, e ela, uma designer. Durante sua primeira viagem pela Ásia, o casal se vê perdido num lugar estranho, tendo que enfrentar perigos criados por um antigo deus do caos, um Tengu. Ao passarem a primeira noite no hotel cápsula do aeroporto, a aventura surreal começa. Eles são jogados em versões paralelas de Tóquio a cada 9 horas, e perseguidos por criaturas da cultura pop e da mitologia japonesa. As realidades vão se entrelaçando e se confundindo mais e mais, até que eles chegam na fase final, onde terão que enfrentar o maior desafio de todos.
Como em todo jogo, cada ação tem recompensas e custos, e no final da corrida, algo grande e totalmente inesperado os aguarda.

Não quero contar a trama pra não estragar a surpresas caso vocês queiram ler depois. O negócio é que nem eu nem meu namorado tínhamos muita informação sobre o quadrinho e agente ficou com a falsa sensação de que teria muito mais coisas reais com toques de ficção, mas o álbum é o contrário. Mal pelo vacilo!

Em momento algum 9 Horas deixa a desejar como quadrinho a história é legal, tem bons enquadramentos (gosto quando eles fogem do padrão), tem páginas que fogem do tradicional, como sktches soltos pela página e uma coerência não coerente que é o tom do álbum todo.  Mas ainda assim não chegou a me atrair 100 por cento pra narrativa, já que o que eu esperava e queria mesmo eram os relatos, os sentimentos, e até o que eles comeram naquela viajem. E que fique aqui registrado meu pedido de que dá próxima vez que o Magenta King for ao Japão faça vários de seus esboços sujos e que tanto agrada meus olhos (o talento desse moço é ó…) no formato de um diário de viagem mesmo.

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Todos deviam fazer extras no final do quadrinho

No fim deu pra notar que o problema sou eu e não o quadrinho em si. E caso você queira tirar a teima e ler essa obra de ficção antes que um Tengu apareça você pode comprar ele online pela Ugra, ou caso você seja de São Paulo você pode dar uma passada na Gibiteria e conversar com o seu Otávio que ele é muito fofo e manja muito de quadrinhos!

Me diga, já leu algum dos quadrinhos do Magenta King? Conhecia o trabalho dele? Beijos!

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Lista do consumo desenfrado: Dia dos Namorados

Em 09.06.2016   Arquivado em Cotidiano, Favoritos

E a época desesperadora para os solteiros, a época que o comércio se esbalda, que os enamorados são obrigados a abrir a carteira, a época abençoada por deus e pela natureza chegou! Isso mesmo o Natal Dia dos Namorados, aquela data que não serve pra muita coisa, já que não é feriado e todo mundo trabalha normalmente, aquela data nem um pouco romântica, que você abraça seu chuchu, seu docinho de coco e dá aquele presente comprado as pressas no terminal de ônibus (quem nunca?). Ah, o amor! Brincadeiras a parte tem gente que leva a data muito a sério, faz altas estripulias pra deixar o parceiro feliz. E tem que ser assim mesmo, né, já que você diz que ama aquela pessoa, tem mais é que fazer coisas legais pra ela! Eu mesma não ligo muito, mas comemorar por qualquer motivo é legal.

Maaaaaas, como a grana tá curta e a vida não anda pegando leve, acho que meu dia dos namorados vai ser como qualquer outro mesmo. Quem sabe ir no Porque Sim ou no Lámen Aska me empanturrar de delicias nipônicas, mas nada é garantido, pessoas.

Pelas internets tem vários blogs postando listas de compras para ajudar os menos criativos a presentearem  seus amores, mas eu acho essas listas com presentes meio fora da realidade de quase todo mundo (leia-se: uma fortuna), ou com presentes genéricos demais como porta fotos de coração, canecas escrito “Você é meu AMOR” ou frases mais água com açúcar do essa, aqueles itens de decoração que ninguém acha bonito tipo almofadas com várias fotos do casal, hahahaa.

(Olha se você comprou qualquer um desses itens eu sugiro que você saia correndo pro shopping AGORA, blz)

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Doces são a representação do Dia dos Namorados! Imagem por Cupcake

Bom, eu também não me considero a mais criativa para presentes, mas eu confio no gosto do meu namorado e não acho que ele precisaria de uma lista e nem de indicações minhas. Mas eu queria que o mundo soubesse quais seriam as coisa que eu colocaria na minha whishlist de Dia dos Namorados (e para o caso da Nerd de Pijama resolva aceitar meu pedido de namoro por tempo suficiente para me dar presentes e nada mais :p ), e eu me surpreendi que não tem muitas coisas nessa lista, jurava que eu ia bater a ultima lista do consumo desenfreado, mas náh!

E também, se caso, você querido leitor, queira me deixar alegre com presentes surpresas, por que não! Hahaha. Ou queira roubar minhas ideias para presentear a você mesmo, tudo é válido!

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1 – Sapatilhas da Sailor Moon, pelas Garotas Geek. Acho elas lindonas que só elas! O legal é que as Garotas Geek fizeram uma coleção grande com bolsas também, e de vários outros temas! Você pode me calçar por aqui

2 – Esse é o meu favorito de todos! Já tem um tempo que eu me apaixonei perdidamente pela ilustradora Frannerd e pelo seu estilo, e ela tem uma loja no Etsy só com coisas maravilhosas e detalhadas. A ilustração da foto é muito magica, gente! Você pode me dar arte por aqui

3- Os cadernos da Miolitos são feitos a mão e tudo de bão (rá). Sem contar que a Cajila desenha muito e manja dos paranaue! Eu gosto muito de escrever minhas ideias em cadernos ainda, e depois passar pro computador, então eu uso muito esses cadernos de anotação sem pauta, e esses são uns amorzinhos, não? Você pode fazer com que eu escreva mais por aqui

4 – Eu estou com uma mania chata que achar que eu quero ser artista e resolvi que necessito com urgência de marcadores Copic pra sair por ai fingindo que eu sei pintar. Mas, rapaz, como são caras essas belezuras! Por enquanto eu tenho me contentado assistindo vídeos de pessoas com o verdadeiro dom no YouTube, mas um dia eu vou querer elas também. Ah, sim, também ficaria mega contente se fossem as Promarkers! Você pode me tornar artista por aqui ou aqui

5 – Camisetas estampadas são coringa. Essa com estampa do jogo Dark Souls é incrível e me faria muito feliz ter ela(ponto). Voce pode me fazer adorar o sol aqui

6 – A segunda temporada de um quadrinho maluco e meio nojento, mas que ganhou meu coração! Ele vem com vários materiais extras como um livro de making of e um oculos 3D! Não tem como ser ruim, claro? Claro! Você pode me deixar feliz aqui

7 – Plumba é um outro quadrinho de dois ilustradores que eu gosto muito muito. Ele tem essa pegada de ser fofo, mas de ser meio punk e meio vídeogamistico também, hahaha. Quadrinhos nunca são demais, é o que eu sempre digo. Voce pode me quadrinizar mais um pouco aqui

8 – E por fim, mas não menos importante, claro, a camisa da minha deusa dos vídeo games Okami. O legal dessa camisa é que mistura o logo da Fox Hound (do jogo Metal Gear Solid) com a deusa Amaterasu. Voce pode me encamisetar com lobos fofos aqui

Dia 12 está logo ali (não quero nem falar do fato de já estarmos no meio do ano ¬¬ ) e você vai fazer o que de legal? E caso você não tenha um  namorado(a) espero que não fique triste por causa de uma data pouco significativa, hein!!

E pra encerrar vejam a Frannerd pintando aquela ilustração linda:

Beijos

Vivendo em um mundo de terror

Em 18.03.2016   Arquivado em Cotidiano, Favoritos

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O tema terror sempre me fascinou, não sei porquê, mas tudo que tem horror ou uma pontada de mistério de qualquer forma me interessa imensamente.  Filmes de terror sobrenatural como O Chamado, Os Outros e O Exorcismo de Emily Rose (os slashers como Pânico e Sexta Feira 13 não são a minha cara, não), livros com enredos mais voltados ao terror e menos ao mistério policial como os do Joe Hill, ou alguns de seu pai Stephen King, os de H. P. Lovecraft, os poemas de Alan Poe (mesmo tendo lido poucos dele), o próprio livro do Exorcista (sim, antes de virar filme ele era um livro, muito bom, diga-se de passagem), e jogos como o primeiro Resident Evil, Silent Hill e Fatal Frame, todas essas obras mexem comigo de uma forma diferente, e eu adoro elas.

Mas, veja só, eu faço parte de um paradoxo: eu morro de medo de ver os filmes, de jogar os jogos, bem de ler nem tanto (mas devo dizer que enquanto eu lia O Exorcista eu ficava muito tensa, sim!).

Sabe quando você termina de ver aquele filme cabuloso e você fica tão tensa que fica olhando para os lados nervosamente, para trás a cada segundo preocupada que vai ter alguma coisa bem ali, com certeza tem alguma coisa ali, deixa eu olhar outra vez, ufa não tem nada! E, aí, você vai dormir e se cobre até a cabeça mesmo com calor, por que, com certeza, um fantasma vai aparecer do seu lado. Todas essas sensações são ruins, mas elas não te impedem de na próxima oportunidade assistir REC e se borrar novamente. É um ciclo vicioso, mas que eu não quero me livrar.

Não sei ao certo quando foi que eu comecei a me inteirar desse mundo de horror, mas imagino que foi uma mescla dessas três mídias: filmes, vídeo games e livros. Lembro de ler Goosebumps e achar muito legal, lembro de jogar Resident Evil e tremer com cada porta nova que eu tinha que abrir, de ir na locadora e trazer pelo menos uma fita de algum filme de terror. Aí, chegou a internet e eu ficava fuçando naqueles sites com conspirações malucas, tipo os quadros amaldiçoados das crianças, os vídeos que matavam quem assistia, os Ets que abduziam pessoas, Creep pastas de tirar o sono (outras de te fazer rir), coisas leves assim! Eu gosto mais desse medo menos palpável, por que tripas saindo nunca foi o meu tipo de terror.

O vídeo mais assustador que eu já vi até hoje, daquele que deixa você desconfortável, que assusta pelo clima e não porque vai ter algo pulando e gritando na sua cara e faz com que você fique remoendo aquela experiência e pensando “o que foi aquilo?”, tem pouco mais de um minuto, só tem uma pessoa e se passa em um único cômodo: There is nothing. Eu não vou nem deixar aqui, vou só dar o link!! Veja se for corajoso, mas preste atenção nos detalhes! Você pode ver com amigos do seu lado, ver de luz acesa, no fim não vai importar se você tentar driblar o medo, por que esse vídeo vai te deixar maluco do mesmo jeito! Outro vídeo bizarro e igualmente perturbador é o Don’t Hug Me I’m Scared que além de te deixar com aquela sensação de desconforto ainda tem uma “mensagem escondida” do porque ele é tão perturbador. Curiosamente as pessoas gostaram tanto do conceito dos vídeos, que os criadores fizeram uma campanha bem sucedidad no Kickstarter para fazer mais 4 capítulos.

Algumas músicas também me deixam com essa estranheza como as da trilha sonora dos jogos Silent Hill, em que Akira Yamaoka, o compositor e também o sound designer, faz um trabalho mais do que maravilhoso. Escute isso e me diga se você não sente um ligeiro desconforto na região traseira de baixo:

Ah Silent Hill, sua linda, será que um dia nós voltaremos a nos ver?

Outra música que me dá o mesmo cagaço, mas dessa vez de Bloodborne:

Filmes de terror andam me decepcionando um bocado e livros quase sempre não me surpreendem, já os vídeo games têm trazido umas pérolas. Recentemente eu joguei Until Down, ele tem aquela pegada dos slash movies, com um assassino maluco perseguindo jovens com hormônios acima do recomendável. Lembra um pouco Obscure, que se passava em uma escola onde os alunos começaram a se transformar em mutantes horríveis. Mas Until Down se passa em uma cabana e você controla todos os personagens em pequenas porções, naquele sistema de carma em que suas ações serão levadas em consideração mais para frente, mas que no fim não importa muito de fato o que você escolheu. Bem, nesse jogo as suas ações realmente importam e o final é cheio de variáveis, você pode matar todo mundo ou não, pode sobrar apenas meninas, ou apenas meninos, e assim vai. Eu gostei do jogo, ele tem uma pequena reviravolta, que eu não achei tão criativa, mas no fim o saldo é bem positivo!

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Mas sabe o que tem reviravoltas emocionantes? A vida, minha gente! Porque eis que depois de muito tempo me decepcionando com filmes medíocres de terror, a vida me presenteou com dois que fizeram valer toda a espera! Eu voltei a dormir toda coberta! A olhar para os lados me cagando! A morrer de cólicas quando eu ficava sozinha em casa: Babadook e Corrente do Mal. Sabe quando bate aquela Bad porque você não fez uma coisa que mudaria sua vida? Eu não fui assistir It follows no cinema (culpa desse nome de merda que colocaram aqui no Brasil, Corrente do mal pode até fazer sentido pro enredo, mas cara que droga de nome, hein?!) e agora quero morrer por causa disso! Enfim, ano passado eu vi vários filemes maravilhosos que ocupam um lugar quentinho no meu coração, como Wiplash e Birdman, mas Corrente do Mal ficou no meu top 3 do ano passado também!! Sim, um filme de terror! A premissa é simples: Jay fez um amorzinho gostoso com um cara aí, e passa a ser perseguida por uma coisa bizarra que quer matar ela. A única maneira de se livrar disso é passando pra frente transando com outra pessoa! Que maluco, e que filme ótimo! O outro é Babadook mesmo, esse eu não gostei tanto quanto It Follows, mas ainda é bem fodástico. Algumas pessoas não entenderam o final do filme por isso meteram o pau! Mas não liguem, e vejam a história dessa mãe solteira que começa a ser aterrorizada por uma entidade que se intitula Babadook, que aparentemente saiu de um livro infantil que seu filho achou pela casa.

E esse mês tá em cartaz um filme que eu quero muito ver faz tempo, que eu só estava esperando ir pros cinemas: The witch ou The vvitch. Esse pelo jeito vai ser mais sugestivo, mais místico, não vejo a hora! Se eu gostar muito dele, dedico um post só pra ele, ok?!

Ah, mas me conte se você curte um terrorzinho de vez em quando ou se isso não é pra você? E, por favor, me conte se você ver os vídeos que eu deixei como dica, quero saber as reações! Beijos, até mais

 

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