Posts de Março de 2016

Vivendo em um mundo de terror

Em 18.03.2016   Arquivado em Cotidiano, Favoritos

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O tema terror sempre me fascinou, não sei porquê, mas tudo que tem horror ou uma pontada de mistério de qualquer forma me interessa imensamente.  Filmes de terror sobrenatural como O Chamado, Os Outros e O Exorcismo de Emily Rose (os slashers como Pânico e Sexta Feira 13 não são a minha cara, não), livros com enredos mais voltados ao terror e menos ao mistério policial como os do Joe Hill, ou alguns de seu pai Stephen King, os de H. P. Lovecraft, os poemas de Alan Poe (mesmo tendo lido poucos dele), o próprio livro do Exorcista (sim, antes de virar filme ele era um livro, muito bom, diga-se de passagem), e jogos como o primeiro Resident Evil, Silent Hill e Fatal Frame, todas essas obras mexem comigo de uma forma diferente, e eu adoro elas.

Mas, veja só, eu faço parte de um paradoxo: eu morro de medo de ver os filmes, de jogar os jogos, bem de ler nem tanto (mas devo dizer que enquanto eu lia O Exorcista eu ficava muito tensa, sim!).

Sabe quando você termina de ver aquele filme cabuloso e você fica tão tensa que fica olhando para os lados nervosamente, para trás a cada segundo preocupada que vai ter alguma coisa bem ali, com certeza tem alguma coisa ali, deixa eu olhar outra vez, ufa não tem nada! E, aí, você vai dormir e se cobre até a cabeça mesmo com calor, por que, com certeza, um fantasma vai aparecer do seu lado. Todas essas sensações são ruins, mas elas não te impedem de na próxima oportunidade assistir REC e se borrar novamente. É um ciclo vicioso, mas que eu não quero me livrar.

Não sei ao certo quando foi que eu comecei a me inteirar desse mundo de horror, mas imagino que foi uma mescla dessas três mídias: filmes, vídeo games e livros. Lembro de ler Goosebumps e achar muito legal, lembro de jogar Resident Evil e tremer com cada porta nova que eu tinha que abrir, de ir na locadora e trazer pelo menos uma fita de algum filme de terror. Aí, chegou a internet e eu ficava fuçando naqueles sites com conspirações malucas, tipo os quadros amaldiçoados das crianças, os vídeos que matavam quem assistia, os Ets que abduziam pessoas, Creep pastas de tirar o sono (outras de te fazer rir), coisas leves assim! Eu gosto mais desse medo menos palpável, por que tripas saindo nunca foi o meu tipo de terror.

O vídeo mais assustador que eu já vi até hoje, daquele que deixa você desconfortável, que assusta pelo clima e não porque vai ter algo pulando e gritando na sua cara e faz com que você fique remoendo aquela experiência e pensando “o que foi aquilo?”, tem pouco mais de um minuto, só tem uma pessoa e se passa em um único cômodo: There is nothing. Eu não vou nem deixar aqui, vou só dar o link!! Veja se for corajoso, mas preste atenção nos detalhes! Você pode ver com amigos do seu lado, ver de luz acesa, no fim não vai importar se você tentar driblar o medo, por que esse vídeo vai te deixar maluco do mesmo jeito! Outro vídeo bizarro e igualmente perturbador é o Don’t Hug Me I’m Scared que além de te deixar com aquela sensação de desconforto ainda tem uma “mensagem escondida” do porque ele é tão perturbador. Curiosamente as pessoas gostaram tanto do conceito dos vídeos, que os criadores fizeram uma campanha bem sucedidad no Kickstarter para fazer mais 4 capítulos.

Algumas músicas também me deixam com essa estranheza como as da trilha sonora dos jogos Silent Hill, em que Akira Yamaoka, o compositor e também o sound designer, faz um trabalho mais do que maravilhoso. Escute isso e me diga se você não sente um ligeiro desconforto na região traseira de baixo:

Ah Silent Hill, sua linda, será que um dia nós voltaremos a nos ver?

Outra música que me dá o mesmo cagaço, mas dessa vez de Bloodborne:

Filmes de terror andam me decepcionando um bocado e livros quase sempre não me surpreendem, já os vídeo games têm trazido umas pérolas. Recentemente eu joguei Until Down, ele tem aquela pegada dos slash movies, com um assassino maluco perseguindo jovens com hormônios acima do recomendável. Lembra um pouco Obscure, que se passava em uma escola onde os alunos começaram a se transformar em mutantes horríveis. Mas Until Down se passa em uma cabana e você controla todos os personagens em pequenas porções, naquele sistema de carma em que suas ações serão levadas em consideração mais para frente, mas que no fim não importa muito de fato o que você escolheu. Bem, nesse jogo as suas ações realmente importam e o final é cheio de variáveis, você pode matar todo mundo ou não, pode sobrar apenas meninas, ou apenas meninos, e assim vai. Eu gostei do jogo, ele tem uma pequena reviravolta, que eu não achei tão criativa, mas no fim o saldo é bem positivo!

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Mas sabe o que tem reviravoltas emocionantes? A vida, minha gente! Porque eis que depois de muito tempo me decepcionando com filmes medíocres de terror, a vida me presenteou com dois que fizeram valer toda a espera! Eu voltei a dormir toda coberta! A olhar para os lados me cagando! A morrer de cólicas quando eu ficava sozinha em casa: Babadook e Corrente do Mal. Sabe quando bate aquela Bad porque você não fez uma coisa que mudaria sua vida? Eu não fui assistir It follows no cinema (culpa desse nome de merda que colocaram aqui no Brasil, Corrente do mal pode até fazer sentido pro enredo, mas cara que droga de nome, hein?!) e agora quero morrer por causa disso! Enfim, ano passado eu vi vários filemes maravilhosos que ocupam um lugar quentinho no meu coração, como Wiplash e Birdman, mas Corrente do Mal ficou no meu top 3 do ano passado também!! Sim, um filme de terror! A premissa é simples: Jay fez um amorzinho gostoso com um cara aí, e passa a ser perseguida por uma coisa bizarra que quer matar ela. A única maneira de se livrar disso é passando pra frente transando com outra pessoa! Que maluco, e que filme ótimo! O outro é Babadook mesmo, esse eu não gostei tanto quanto It Follows, mas ainda é bem fodástico. Algumas pessoas não entenderam o final do filme por isso meteram o pau! Mas não liguem, e vejam a história dessa mãe solteira que começa a ser aterrorizada por uma entidade que se intitula Babadook, que aparentemente saiu de um livro infantil que seu filho achou pela casa.

E esse mês tá em cartaz um filme que eu quero muito ver faz tempo, que eu só estava esperando ir pros cinemas: The witch ou The vvitch. Esse pelo jeito vai ser mais sugestivo, mais místico, não vejo a hora! Se eu gostar muito dele, dedico um post só pra ele, ok?!

Ah, mas me conte se você curte um terrorzinho de vez em quando ou se isso não é pra você? E, por favor, me conte se você ver os vídeos que eu deixei como dica, quero saber as reações! Beijos, até mais

 

Sobre ser mulher

Em 11.03.2016   Arquivado em Beleza, Cotidiano

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Eu tenho acompanhado um grande movimento Feminista em blogs, em vídeos no YouTube e até mesmo no Facebook. Eu ainda não sei o meu posicionamento sobre esse assunto, não posso me considerar 100% feminista, já que nunca estudei nada sobre, logo não tenho um grande conhecimento da parte teórica. Mas como toda mulher eu tenho um grande conhecimento da parte prática, aquela que você vive no dia a dia, sabe.

Vamos falar sobre homens? Não, acho que hoje não. Vamos falar sobre o feminismo? Também não. Queria muito falar sobre as minhas inquietações, as minhas angustias sobre relacionamentos com homens, com meu namorado, com meu pai, meu avô ou meus amigos homens, mas eu não acho que esse é o momento. Não porque eu queira resguardar ninguém, é só porque eu não me sinto preparada, em questões de palavras.

Queria muito ter a minha parcela de “abrir os olhos” de todas as pessoas que passam por situações que a fazem pensar duas, até três vezes “Porque eu to passando por esse momento mesmo?”. Mas já que eu não tenho as palavras belas pra externalizar o que eu sinto quero muito que você leia esse texto sobre o desamor dos homens, sobre o geito que somos criadas, sobre ser mulher, lá do blog Versoando: Sobre o desamor do Homen e sinônimo de cu é rola

E quero que você veja esse vídeo, sobre o porque o Dia Internacional da Mulher tem uma data especial, que esse dia não é só para os floristas ganharem dinheiro e para os hipócritas de chamarem de especial.

Depois eu fico aqui esperando que em algum lugar no futuro, um que não seja tão distante de mim, um que eu possa vivenciar, nós sejamos iguais e nada mais. Até lá eu trabalho aqui com meu coração de mulher.

 

Vivendo Offline

Em 01.03.2016   Arquivado em Cotidiano

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Eu nunca fui muito chegada nessas coisas de computador e tecnologias, e redes sociais e celulares, basicamente tudo que liga você socialmente com outras pessoas, entende? Até hoje eu sou assim, meio desapegada, mas eu já fui muito mais. Eu preferia muito mais ficar jogando vídeo game ou vendo tv do que ficar no computador criando blogs e fotologs. Isso é o que eu gosto de chamar de ~vivendo offline~. Eu achava engraçado pessoas como a Mari Moon serem pessoas comuns, mas ao mesmo tempo tão populares e queridas só pela internet. Essa estranheza passou quase que completamente recentemente, quando eu dei por mim que a maioria das pessoas que eu admiro, sei lá, uns 95%, trabalham em um ambiente totalmente online! Não são estrelas de Hollywood (aliás, parabéns, Leo), nem possuem empresas multimilionárias, como a Apple,  elas são quase tão comuns quanto eu, mas tão extraordinárias quanto a Jennifer Lawrence.

E essas pessoas e esse tipo de interação, quase não real, conseguiu me situar de uma maneira diferente da pessoa que eu sempre fui. Mas o grande gatilho, é que o meu ~vivendo offline~ anda sendo tão real e recorrente pra mim, que chega a ser irritante as vezes, e foi aí que eu comecei a ter uma maior aproximação do que é ~viver online~. No começo do ano passado eu fui morar com meu namorado na casa dele, com a mãe dele e tudo, muito esporadicamente eu vinha para a casa dos meus pai, e lá na casa nova não tem internet. Eu esperava que logo a situação se normalizaria, mas qual foi a minha surpresa quando NENHUMA das empresas de telefonia de São Paulo entregava internet na região, lá na zona sul?!! A única explicação que conseguiram me dar é de que não há mais portas (oi?) disponíveis na minha rua e de que eles não tinham previsão para novas. A minha única chance era colocar uma linha telefônica (que eu nem ia usar) e esperar até alguém desistir pra eu poder “tomar” o lugar dela. Poxa, Brasil! Aí, na minha santa inocência, comprei aquela internet via modem sem fio… Não vou nem comentar, ok, por que eu devolvi com menos de uma semana de uso, e ainda queriam me cobrar multa! Desaforo!

Ok, momento ódio contra os serviços oferecidos aqui nesse país já foi. A questão que eu fiquei em um longo período offline e fiquei pensando, mesmo, em várias perguntas, como: Porque as grande maioria das pessoas hoje não conseguem viver sem internet? Ou pelo menos acham que não conseguem viver offline?

Eu ainda não sei. E, de verdade, nem sei se eu quero entender. As pessoas são assim e pronto.

Só porque eu até consigo me virar sem internet, não quer dizer que todo mundo é igual a mim. Eu tenho com que o substituir a falta do ambiente online (Bloodborne, quadrinhos, vídeos que eu tenho editado, meu curso de Photoshop), e pode ser que essas mesmas pessoas não tenham, ou não procurem com o que substituir, ou elas balanceiam, um pouco online, um pouco offline. Sim, tem aqueles que são viciados e não largam nunca o celular, mas o que não vicia nessa vida?

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O universo é tão grande. A internet também

Nesse meu tempo fora da internet eu senti muito a falta das facilidades que ela gera, como YouTube, pra pegar aquela receita que eu não lembrava; do Netflix, pra ver Jessica Jones e Gravity Falls; do meu blog favorito, Dela Rosa; do Google; Torrent; compras online; podcasts; e muitas outras coisas…

Acho que eu consigo tirar uma lição dessa minha experiência (que perdura até o presente, Why God?!), que eu quero que todo mundo aprenda também:

A internet é tudo. Mas ao mesmo tempo, não é nada!

Compreende?

Quero saber se quando acaba a luz você começa a surtar de leve, por causa do wi-fi. E se o 3G começa a dar piti, você tem um ataque de pelancas. Ou fica tudo ok, tudo beleza? Conta pra mim como é. Beijos, até a próxima.