Posts de Abril de 2015

Journey

Em 19.04.2015   Arquivado em Jogos

Eu disse no outro post que eu sou meio ruim em fazer resenhas, mas aí logo no post seguinte, o que eu eu faço? Outra resenha! Hahaha. Mas eu roubei um pouco, tá, porque essa resenha é meio velha, e foi meio o que me motivou a começar o blog, um gatilho. Dois anos atrás, mais ou menos, enquanto eu ainda estava fazendo faculdade, eu tinha que fazer um trabalho de multimídia (eu acho), e eu já tinha começado um projeto sobre Evangelion, mas, em um dia de sol com passarinhos cantando, o meu amigo me contou que ele tinha jogado esse tal jogo e que ele tinha tudo a ver com a proposta do trabalho e que agente tinha que falar sobre ele. Como na época eu não tinha meu Playstation 3 ainda, eu fui jogar na casa dele (ah os amigos!). O dito cujo era Journey, que na época estava sendo muito bem comentado. Resumindo tudo, eu joguei, naquele mesmo dia, levou umas duas horas só, e me apaixonei. É uma experiência diferente e emocionante, e comovente, e…todo o resto. Eu me emocionei tanto que até rolou aquela lágrima de canto de olho no final do jogo, sabe aquela lagriminha que você faz a fina e tenta disfarçar, mas não tem como? Aí, um bom tempo depois de eu ter terminado o trabalho, (uma resenha que eu penei pra fazer, diga-se de passagem) eu postei ela em um dos sites de game que eu costumo entrar, o Fênix Down. Eles agora estão mais concentrados no YouTube agora, ok! Enfim, agora eu vou repostar essa resenha aqui no Tvde29 pra que vocês leiam também! Uhull!

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Ah lembrando que tá bem recheado de spoilers! Continue lendo caso você não dê a mínima para isso, ou queira muito saber do que se trata esse jogo e sabe que não vai comprar por um bom tempo e quando for jogar vai ter esquecido tudo o que leu (porque a internet tende a fazer isso com as pessoas!). E caso você é uma daquelas pessoas que, como eu, adoram metáforas e teorias malucas dentro de obras artísticas, como jogos, seriados e afins, continue lendo =)

Journey por definição é um jogo. Mas ele simplesmente não cabe nessa única palavra, pois ele é mais do que um simples jogo de Playstation 3. Journey é algo a ser vivenciado. Lançado em março de 2012 pela produtora de jogos independentes e experimentais (os famosos jogos indies) Thatgamecompany, responsáveis por FLOw e Flower, Journey foi o maior acerto e a maior obra até agora da produtora, tanto graficamente quanto em qualidade.

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Olha a lindeza desse jogo, minha gente!

O jogo é diferente de tudo que já foi lançado até agora, pois não possui introdução, textos e nem falas ao longo do jogo. Muitos dizem que Journey não cabe na definição de jogo por não ter menus ou interface propriamente dita na tela, mas isso é uma mentira já que o jogo todo é uma interface, e menus que brotam na tela não fazem de um jogo um jogo de verdade. Outro diferencial é a duração: mais ou menos de duas a três horas de gameplay, dependendo do quanto se explora os cenários, remetendo a duração de um filme e nos obrigando a ter essa imersão direta, profunda e ao mesmo tempo rápida. A jogabilidade é simples, usando apenas dois comandos para ações diferentes. O jogo permite a função de multiplayer ao longo da jogatina, mas diferentemente dos outros jogos, principalmente os de FPS, que lotam a tela de informações e os ouvidos de berros e comandos, em Journey não há fala, como mencionado, e não são revelados os nomes dos jogares com que o protagonista interage até se ter atingido o final dos créditos. Isso proporciona um maior apelo ao jogador, principalmente pelo fato de não haver falas somente uma espécie de grito sem palavras e uma runa envolta em luz emitida pelos “homens de cachecol” (por falta de um nome melhor para eles). Essa runa funciona como fala e também como combustível para os cachecóis, e ela é diferente para cada “homem cachecol” encontrado durante o jogo, incluindo a sua. Não é obrigatório permanecer com o mesmo “homem cachecol” amigo durante todo o jogo, pode-se distanciar dele e continuar a fase sozinho, podendo encontrar outros ao longo do jogo. Quando se passa uma fase acompanhado, na próxima se continua com quem estava antes. Umas das coisas mais legais no jogo é a interação entre quem joga e o completo estranho ao seu lado te ajudando sem ao menos saberem seus nomes ou sem pronunciar uma palavra. É uns dos fatores que torna Journey único.

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O jogo começa com o protagonista, um dos “homens cachecol”, em um deserto completamente sozinho, com toda aquela vastidão para ser explorada. O sentimento de solidão recorda bastante a do jogo Shadow of the Colossos, que também tem mundo aberto, e seu único companheiro é o seu fiel cavalo, Agro. Ou será égua? Mas isso não vem ao caso agora. Andando pelo deserto, o objetivo do “homem cachecol” logo é revelado: uma montanha ao fundo com uma fenda no topo e uma misteriosa luz bem no meio. O protagonista e seu companheiro de tela têm de alcançar o topo da montanha. Após uma introdução às funções de controle, você literalmente começa a sua jornada. É então apresentada a runa flutuante que nos dá um pedaço de cachecol que fica na parte traseira das vestes dele, e que, ao interagir com outros pequenos pedaços de cachecol, ele brilha e possibilita um voo. O voo depende do tamanho do cachecol, quanto maior, mais alto o personagem consegue ir. Também é possível ativar o cachecol estando bem perto de outro personagem, ou “falando”. Quando se está terminando uma fase, antes de começar a próxima, um filme mostra seu personagem interagindo com outro de vestes parecidas, porém brancas e um tanto maior que ele. Esse outro personagem mostra uma espécie de mural que conta a história do “povo de cachecol”, e sempre que uma fase é concluída essa entidade mostra mais um pedaço do mural.

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E é a partir desse mural e dessa entidade/Espírito/Deus/Mentor de Branco, que se especula sobre teorias, metáforas e simbolismos que o jogo pode conter. Apesar de a história parecer ser simples e de rápida assimilação, Journey carrega a característica de outros jogos de seu nicho: a lição, as metáforas contidas e as múltiplas interpretações que o jogo oferece. A princípio pode só parecer um jogo belo em suas partes gráficas, mas ao final, quando se coloca o controle de lado e se aprecia e deguste o final que nos foi dado (que é somente um), um sentimento de que algo foi aprendido ali, e de que há muito mais por trás fica.

A trilha sonora dá o tom a obra, que entra perfeitamente desde que o jogo começa. Ela não está sempre lá, mesmo porque para dar o sentimento de solidão que o deserto necessita, ela só aparece nas horas certas. E é linda e muito bem orquestrada. Journey sozinho pode ser comparada com uma orquestra, tendo seus altos e baixos e seguindo o sentimento que aparece na tela.

Analisando as simbologias, metáforas e teorias de Journey (que podem ser intencionais do autor ou não), ou seja, muitos mais spoilers a frente

Desde o começo a montanha que todos os “homens cachecol” perseguem, intriga pela sua luz. Ela, em seu formato, se assemelha com uma vulva, e sua luz pode tanto ser a luz da criação ou a luz da morte, que os espíritos devem seguir para encontrar o paraíso. Tanto que ao final do jogo, seu personagem e o personagem se deu companheiro se juntam e caminham até a luz da montanha, para então formarem uma única figura, e é nessa hora que se perde o controle sobre o jogo, nos dizendo que na morte e na ressurreição não temos como controlar os acontecimentos.

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Na própria história do “povo de cachecol” a montanha é representada como a Mãe, a criadora desse povo e da vida, e eles são ambos a semente e a cria. O mural segue mais ou menos a história dos humanos: começam a progredir e formam alianças e em seguida a formar cidades; mas seu egoísmo destrói esses laços e começam a brigar entre si; seus objetos de guerra se revoltam contra eles próprios e passam a puni-los. O jogo acaba se tornando uma parábola e uma alusão tanto a vida quanto a morte, simbolizando que não há fim, e sim um infinito ciclo. E, claro, que há “camadas” entre um ciclo e outro. Isso fica claro, pois durante os créditos o protagonista se torna uma espécie de estrela cadente brilhante que percorre todos os cenários de sua jornada até o início (mais um indício de que é um ciclo infinito), que pode ser interpretada como sendo a alma iniciando mais um ciclo, já que é imortal.

A própria trilha sonora do jogo remete a toda essa alusão: a primeira faixa se chama Nascence, em tradução literal, nascendo ou o ato de nascer. E a última faixa se chama I Was Born for This, em tradução literal, Eu nasci para isso, fazendo referência ao ciclo em que o personagem tem que participar.

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Eu, muito emocionada, depois que terminei de jogar Journey

Foto: Lifeconsumer102

E é isso galerinha, espero que vocês tenham ficados animados pra rejogar ou começar do zero esse lindo game!

Resenha: Seconds

Em 16.04.2015   Arquivado em Favoritos

Se tem uma coisa que eu me enrolo toda pra fazer são resenhas. E se eu gostei da coisa é pior ainda porque eu fico muito empolgada e não consigo explicar direito do que se trata e acabo soando mais uma fã idiota do que alguém sensata tentando disseminar uma coisa que deve ser lida/assistida por vocês. Mas mesmo sabendo que eu sou meio atrapalhada pra fazer essas coisas eu resolvi vir aqui e te mostrar um quadrinho fofo com uma história muito bacana: Seconds.

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Eu espero que você alguma vez já tenha ouvido falar de Scott Pilgrim (que eu não tenho certeza se sempre foi Contra o Mundo ou se isso é só coisa do filme) que começou como um quadrinho que eu nunca li, mas que tem um filme muito divertido e um joguinho de Beat n’ Up igualmente divertido. Bom, e daí que eu conhecia o trabalho do autor, Brian Lee O’Maley, mas de verdade eu nunca me animei muito de ler os quadrinhos, não. Mas, aí trabalhando em uma livraria não tem como não deixar de querer ler milhões de coisas (inclusive aqui eu conto sobre meus desejos de livros de culinária) e no meio de tantos quadrinhos que eu quero ler esse se destacou pelas cores da capa, sério.

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Ele estava lá em um domingo como quem não quer nada, nós ficamos trocando olhares, e aí como ainda tinha uns vinte minutos pra começar o meu turno eu comecei a ler pra ver qualé que era. De cara o tema me chamou atenção: Uma chef de cozinha que está meio em crise com a vida por diversos fatores aleatórios. Isso foi o que eu entendi no começo e mesmo parecendo meio normal eu gostei, mas depois que eu li a sinopse e as primeiras páginas, eu queria terminar de ler ali, na mesma hora!

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Tudo no quadrinho me atraiu de primeira, o traço, as falas bem sacadas, as cores, a história, os personagens, tudo. Claro que nem tudo é perfeito e o traço da personagem principal me parece mais cartunesco que dos outros e isso me irrita um pouco, mas é uma coisa facilmente esquecida ao longo da leitura.

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Eu não tenho certeza se eu quero fazer uma resenha mais detalhada da história por aqui  já que o fato de eu não saber nada da trama me deu uma baita surpresa legal logo na primeira página, mas né, não posso deixar vocês completamente no escuro. Katie é uma chef de cozinha que tem um bem sucedido restaurante, mas que está terminando um de reformar um novo, que dessa vez será só dela. Mas ela tem essa urgência de que a vida tem que estar perfeita. Então ela acaba por receber uma forcinha pra alcançar a tão esperada perfeição.

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Sério pessoas, a história é muito legal, Tudo que eu posso dizer é que se vocês tiverem a oportunidade de ler esse quadrinho leiam, que vale cada página. Infelizmente eu acho que ainda não tem uma versão nacional, a que eu li era importada. Mas é bom pra trinar o inglês, certo?!

Vocês tem costume de ler quadrinhos? Tem algum sensacional pra me indicar? Beijos pessoas.

 

Lista de desejo do consumo desenfreado

Em 15.04.2015   Arquivado em Beleza, Favoritos

Eu não sou uma pessoa consumista, as vezes até me acho meio mão de vaca. A única coisa que me faz gastar um dinherinho a mais e com alegria é comida, o resto eu relevo. Eu estou em uma fase meio pobre da minha vida e tudo que eu tenho tentado comprar tem que ser pelo menos um pouco importante e necessário para ser levado das prateleiras. Eu sei que vai soar meio muito mão de vaquez, mas tem uns dois anos que eu não compro uma peça de roupa pra mim se quer! As peças mais novas que eu tenho eu ganhei em datas comemorativas, pra vocês terem uma noção.

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Mas eu acho que já tá na hora de eu voltar a ser uma pessoa normal e comprar coisas que eu goste, e não só porque eu precise. Quero adquirir coisas de qualidade e que me deixem feliz, e na minha concepção essas coisas que eu quero entram pra minha lista do consumo desenfreado, hahaha. Logo essa é a minha primeira wishlist, pessoas!

Eu adoro fazer uma boa lista, e ir ticando o que já foi feito, e eu espero um dia poder dar essa lista como vencida!

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Eu amo bonequinhos fofos dos meus filmes, animes, jogos e essas coisas todas, tenho alguns, mas eu quero sempre mais! Sakura Card Captors é um dos meus animes favoritos da vida e quando eu vi essa bonequinha toda linda eu surtei! E aí um link leva a outro e eu acabei achando essa outra bonequinha, mas o diferente é que essa na verdade é você recebe uma caixa com oito peças e pode ocorrer de vir algumas repetidas, já que eles não abrem a caixa pra conferir o que vem dentro, é surpresa mesmo! O Hobby Link é um site confiável que eu mesma já comprei por lá e um amigo meu também já comprou algumas coisas por lá.

As duas bolsas são minhas queridinhas do momento. A Satchel, da Petite Jolie, é linda e eu quero muito ela, simples assim! Só não sei se eu quero a azul ou a cinza básica! A outra bolsa é um sonho meio difícil, na verdade, porque ela é da Kate Spade, e bolsas da Kate Spade não cabem no meu orçamento atual. Maaaaas sonhar é de graça e eu fico aqui sonhado com a minha Kate Spade baú linda de morrer. (Pior é que enquanto eu escrevo esse post a bendita tá em promoção no site).

No quesito maquiagem eu quero pouco somente a máscara mais linda e mais prática de todos os tempos: a Roller Lash da Benefit!! Pra mim ela é perfeita, porque ela não é a prova d’água, ou seja, sem sofrimento com demaquilantes, uhull. O outro é o mais novo delineador da Make B, com um formato estranho, mas o acabamento é fosco, diferente dos outros das coleções passadas, então eu quero muito muito. Só não sei se esse formato ajuda, heim?

E por último, mas não menos importante o esfoliante da Lush! Esse com certeza vai ser o primeiro que eu vou comprar! A minha pele não fica a mesma coisa sem esfoliantes sabe, e eu gosto daqueles que são mais abrasivos, pra deixa a pele ma-ra. Eu queria aquele esfoliante da Mac que é preto e bem forte, mas como ele é meio caro, e eu nunca experimentei nada da Lush achei que esse produto seria o começo ideal. O Dark Angels é pretinho também e deixa a pele reluzente, tudo que eu quero.

E vocês tem desejado alguma coisa? Fazem a lista do consumo desenfreado de vocês com frequência? Beijos e até a próxima.

 

 

 

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